Feliz ano 2017

Feliz ano 2017

30 de abril de 2015

A minha história :: a minha saúde :: uns meses dificeis!

Passei por um ano difícil desde Dezembro de 2013 a Fevereiro de 2015...

A cerca de 16 de Dezembro de 2013 comecei a sentir dores fortíssimas na coluna cervical, que se estenderam à dorsal.
Após tac, descobre-se os bicos de papagaio e hérnias...
As dores foram aumentando e desceram à coluna lombar.
Mais um tac, mais novidades menos boas.
Eram dores horríveis, por vezes desesperantes!
As dores desceram ao longo do corpo, comecei a ter problemas em subir degraus, principalmente no joelho direito. 
As dores estenderam-se aos pés e cada vez que me levantava da cama, parece que todos os ossinhos dos pés iriam furar a pele... Passava cerca de uma hora até conseguir andar decentemente.
Vieram de seguida dores nos cotovelos e pulsos.

Mas as dores não eram todos os dias iguais, havia dias piores e outros menos maus.

Consultei o grande médico que me ajudou a orientar nesta longa pesquisa:
O Neurocirurgião Dr. Luís Távora.
Nunca na vida tinha recorrido muito a médicos, mas confesso que não sei se algum dia irei encontrar médico tão excepcional como este!
Recordo-me das suas palavras que foram algo do género, pois não consigo precisar nas palavras:
- A Neuza têm hérnias, tem uma escoliose e uma ciática, mas não pode ser esta a razão das suas queixas de dores horríveis. Todas as pessoas tem uma hérnia ou outra, eu próprio tenho e vivo com ela. Das duas uma: Ou existe algum problema mais complicado ou a Neuza está hipocondriaca.
Como eu sofria de amigdalite super crónica, já que crónica é quem faz 4 episódeos por ano e eu chegava aos 12 por ano, ponderou-se vários cenários, até a versão humana da doença das vacas loucas :)

Seguiu-se uma cintigrafia óssea na Atomedical em Lisboa, e uma zaragatoa e mais algumas análises...

A cintigrafia mostrou realmente que havia inflamação em todas as articulações.
Mostrou ainda mais do que esperávamos, uma mancha grande na tíbia, à partida benigna, e invisível no raio-x.

O Dr. Távora foi sincero, ajudou a encaminhar-me, depois de, como ele disse, eu andar perdida a fazer tantos tac e correr riscos sem necessidade. Recomendou-me então a minha reumatologista. 
Disse também que nunca tinha visto uma mancha tão grande na tíbia, que eu deveria consultar um ortopedista com urgência. 
Este médico pede aos seus pacientes que façam uma pasta com todo o historial clínico organizado para ser mais fácil analisar o percurso de saúde do paciente, e eu lá fiz o meu dossier!

Chegou Junho, e nesta altura eu já tinha fases em que não aguentava estar de pé.
Ao final do dia eu já circulava debruçada nas bancadas da cozinha, já não tinha força para mais!
Nesse mês estive num evento de trabalho, como todos os anos por essa altura e onde encontro pessoas conhecidas, e recordo-me que já nem conseguia acenar adeus com a mão, pois parecia que o pulso ia partir e a mão fugia disparada... 
Fiz sempre um esforço para manter o sorriso em público, mas sozinha chorei algumas lágrimas!
A minha aparência física estava impecável, sem inchaços, apenas cara de cansada, ninguém imaginava as dores e limitações que eu estava a sentir!
E eu já tinha alguma vergonha de me queixar!
Ainda neste mês e graças a uma amiga, consegui uma consulta em Coimbra com um especialista da tíbia...
Conduzi sozinha esta viagem longa, onde a meio da viagem as dores nos cotovelos eram de tal forma que cheguei a duvidar se conseguia chegar lá!
Cheguei à consulta com as minhas dores e o meu dossier organizado... e de lá saí com uma enorme tristeza.
Este médico disse que eu tinha a mania das doenças, que era muito nova para ter tanto exame feito, gozou com o tal dossier e disse-me que recorresse única e exclusivamente a um reumatologista. E que não fosse a mais nenhum médico!
Passou-me antidepressivos fortes (que eu nunca levantei) e vim-me embora com o diagnóstico de Fibromialgia.

Claro está, que no regresso chorei, pensei desistir desta luta, desta procura e acomodar-me... 
Só eu sei a pessoa que eu era antes destas limitações e o sofrimento que estava a sentir! 
Eu não conseguia pegar na minha filha ao colo!
As tarefas de casa eram já um grande sacrifício!
 Mas concluí, que se não fosse eu a lutar pela minha vida, pela minha saúde, ninguém mais o faria.
Passado uma semana estava na reumatologista que o Dr. Távora me indicou.

A doutora mal me viu sem roupa exclamou:
A sua herança (coluna vertebral) não é boa e está muito mal estimada!
Vim de lá sem um rótulo, um nome para uma doença... E ainda bem! Ela compreendeu-me, percebeu o que eu estava a sentir, percebeu que se passava algo... 
Como a minha mãe tem artrite reumatóide, tirámos a limpo, e eu não tenho probabilidade de receber hereditariamente essa doença.
Trouxe anti-inflamatório (que só fiz nos primeiros 3 meses, pois evito ao máximo), vitamina D e um suplemento alimentar à base de Complexo de Glucosamina, Condroitina, Colagénio, Ácido Hialurónico, entre outros. 
Vim também como conselho para consultar um bom Otorrino e foi o que fiz!

Na consulta de Otorrino:
Não havia dúvidas, mesmo à primeira consulta... as minhas amígdalas eram mesmo meninas para tirar!

Continuaram as análises e as trabalheiras para conseguir uma consulta no Hospital público...
Neste período de tempo fui melhorando a nível de articulações e dores, fui também aprendendo a viver com elas e a arranjar soluções práticas no meu dia a dia para fazer menos esforços!

E a cada nova amigdalite, eu ficava quase sem andar, com febres altas e dores nas articulações que atacavam principalmente na zona da bacia.
Fiz mais e mais análises e finalmente a marota da Streptococcus mostrou-se!
A bactéria que vivia no quentinho das minhas amígdalas andava a provocar muitos estragos! 

Consultei outro reumatologista muito atencioso, que viu o meu dossier com muita atenção e de lá vim com Fibromiàlgica quase escrito na testa e sem apoio para a remoção das amígdalas.
Este médico sugeriu que eu não continuasse a adiar  meu sonho de engravidar, que era precisamente isso que me ia fazer melhorar!

Sim, de facto estar grávida é maravilhoso, as hormonas andam felizes, mas e depois cuidar de dois filhos com estas limitações?
Penso que fui prudente em esperar e continuei na minha luta para recuperar a minha saúde!

Vem uma viagem cansativa e um pouco dura de trabalho fora do País, chega-se logo na mesma semana o aniversário da filhota e a festa para preparar... e quando eu pensava descansar, começo uma formação à noite, super divertida mas cansativa, que termina no meu aniversário e segue-se logo a famosa amigdalectomia.
Tudo de seguida para não ter tempo de pensar muito!
Sempre ouvi dizer que a remoção das amígdalas em adulto não era fácil, mas todos diziam que no meu caso era o melhor a fazer!
Com muita força de familiares e amigos e apesar da opinião de uma pessoa muito importante para mim não ser favorável, enchi-me de coragem e lá fui tranquila para o hospital!
Eu sabia que retirando as amígdalas, ficaria com menos defesas, mas acreditava que era o melhor para mim, talvez fosse o primeiro passo para a minha cura!
E foi o melhor que fiz!

Sei dizer que desde Dezembro até agora só tive uma crise em Fevereiro que começou por dores articulares, seguiu-se de febre e inflamação na garganta, na zona circundante ao corte da cirurgia.

Ainda não se sabe (uns dizem que sim, outros que não) se as febres que tive foram reumáticas, mas que tiveram implicação nas articulações não há dúvidas e logo aí são perigosas.
Estou recomendada que numa próxima crise destas tome imediatamente anti-inflamatório. 

Voltei à reumatologista, os valores das inflamações baixaram!
Sinto-me renovada!
Sim...
Tenho algumas dores musculares, mas esse é um problema que eu tenho ao lidar com o stress, faço contracção muscular. 
Tenho algumas dores na coluna porque não sei estar quieta e faço mais coisas que devo :)
Mas conheço os sinais e posso parar!

Dores que comandam a minha vida sem eu dar permissão?
Não sei já onde elas estão!

A minha reumatologista acredita tal como eu que a inflamação das articulações foi causada por esta bactéria, causa de tanta amigdalite.

Tenho indicação para fazer sessões de fisioterapia, e estou também a tomar suplementos naturais à base de vitaminas e minerais...

O apoio à Saúde em Portugal não é fácil nem barato...
Mas dentro das limitações, nunca devemos desistir de lutar pela nossa Saúde!
Se eu não tivesse corrido seca e meca, talvez ainda continuasse na mesma!

Não sei se disse algum disparate, se alguém especialista tiver outra opinião ou crítica, será bem vinda!
Este relato é feito pela própria pessoa, emotivo e sem grandes aprofundamentos sobre cada doença falada! Nunca fui de pesquisar muito, tentei ocupar a cabeça com coisas giras e suavizar o assunto para não ficar demasiado pensativa.
Tentei expor a minha história... 
quem me dera ter lido um relato destes há um ano atrás!

Agora só o tempo o dirá!
Resta-me ser feliz, ter mais juízo para não fazer tantos esforços e lutar pelos meus sonhos!

E como o pior se esquece depressa, pelos menos comigo é assim, aqui ficam algumas fotos para eu ver que mesmo assim 2014 não foi tão mau:

Em Janeiro fiz etiquetas para os frasquinhos da cozinha:

apliquei o papel de parede, dei mais vida ao nosso hall: 
Semeei flores, legumes e mandei plantar o meu pomar que já está em flor :)


Fiz bolos e bolinhos, receitas novas:


A família aumentou :)

Pintei berços, quadros e banquinhos:



 Fiz caminhas e joguinhos:

Pintei fraldas para meninas e meninos:























Gozámos de férias boas e pintámos a carroça:

Decorei o louceiro da sala das festas:

Fiz uma festa fixolas para a filhota:


E isto só revela o meu espírito de sacrifício e o aproveitar todos os momentos bons para fazer alguma coisa útil ou gira :)

Beijinhos,
Neuza



27 de abril de 2015

Semear amizades desde pequeninos

Acho lindo a maneira como a filhota fala dos seus amigos...

Não há dúvida que ela semeia muitas amizades!
E eu orgulhosa, sinto que devo ajudar a regá-las todos os dias.

Os amigos de infância infelizmente, pelas voltas que a vida dá, nem sempre são os que estão mais próximos na vida em adulto, mas são os que deixam mais recordações e saudades!

Aqui com o seu primeiro grande amiguinho a semear milho...

E o seu quadro dos amigos está hoje mais preenchido!

Beijinhos,
Neuza

24 de abril de 2015

Ainda o papel de parede...

  Na pesquisa a minha amiga descobriu duas imagens maiores do papel e ainda descobriu a marca:

Curiosamente já trabalhei com tecidos desta marca, gostei mas a empresa Portuguesa já não a representa...
Sendo assim recorreria aqui:
http://www.fashionwallpaper.co.uk/sanderson-tinta-wallpaper-daidti101.html

Para tal necessitava de cerca de 150€, apenas o papel, pois disponho de cola e de mão de obra...
Muitos anos antes de ser mãe, tinha idealizado pintar um painel no quarto dos meus filhos, e fui guardando várias ideias... Mas depois vem a maternidade, a vida atarefada e essas ideias ficaram guardadas em dossiers até hoje... 
Depois veio a noção que as crianças crescem rápido e que uma pintura decorativa adequada hoje para a idade dela, dentro de poucos anos já não se adequa... A juntar um marido que não se opõe mas não é a favor de pinturas e muitos furos nas paredes...

Sendo assim, parece-me que cheguei à conclusão da ilustração ideal, algo simples que se vai adequando ao longo ainda uns bons anos... 
A cor de fundo que eu quererei sempre presente no quarto, e estas pequenas borboletas parecem-me a combinação perfeita... Não concordas?

Caso para pensar se com uma tinta, um rolo e paciência para pintar umas borboletas, não me será mais em conta...

E como eu penso logo no futuro... Será que esta caminha fica bem à frente desta parede? Humm???
Ou pinto a Cama de rosa velho, ou a parede de rosa... 
Sugestões?



23 de abril de 2015

Parece que a Neuza de sempre está a voltar!

Dou-me as boas vindas...
Sinto que a saúde está a melhorar, que a verdadeira Neuza está a voltar aos poucos depois de 15 meses difíceis..

Voltou a vontade de fazer coisas bonitas, voltou a energia, a paciência...

Tenho novidades que partilharei o mais breve possível!
Beijinhos,
Neuza

19 de abril de 2015

3 espaços maravilhosos interligados.

AQUI tinha dito e mostrado, que adoro cozinhas com divisão de vidro para a lavandaria...
Este espaço que passo a mostrar, divide cozinha à esquerda, sala de refeições ao centro, e lavandaria à direita.

Cozinha:





Espaço de refições:





Lavandaria:




 Detalhes lindos:

Ahhh... estou completamente apaixonada por tudo!

Beijinhos e bom fim de semana.
Neuza

12 de abril de 2015

Muffins de limão

Já não é a primeira, nem a segunda vez que faço estes muffins.
São os mais apreciados cá de casa, faço-os mesmo muitas vezes, e de preferência logo pela manhã!

Este receita dá-me para cerca de 25 muffins nestas forminhas de papel.

Ingredientes:
300g de farinha
370g de açúcar
½ colher de chá de açúcar baunilhado
1 colher de chá bem cheia de raspa de limão
1+ ½ colher de chá de fermento
½ colher de chá de bicarbonato de sódio
350ml buttermilk*
3 colheres de sopa de sumo de limão (acabado de espremer)
1 ovo
45g de manteiga derretida


Preparação:
Pre-aquecer o forno a 180º. Colocar as forminhas de papel dentro das formas dos muffins.

Numa tigela, juntar a farinha, açúcar, o açúcar baunilhado, a raspa de limão, o fermento e bicarbonato de sódio. Com a batedeira na velocidade lenta, misturar bem os ingredientes em seco.

Misturar o buttermilk, com o ovo e o sumo de limão, até ficar homogéneo. Com a batedeira na velocidade média, juntar a mistura anterior aos ingredientes secos e bater até esta ficar tudo bem misturado.

Colocar a batedeira novamente na velocidade lenta e adicionar aos poucos a manteiga derretida (deixar arrefecer um pouco, antes de a juntar à massa). Posteriormente aumentar a velocidade e bater até obter uma massa homogénea e suave.

Encher as forminhas de papel com massa até 2/3 da altura. Levar ao forno a cozer, se necessário durante a cozedura tapar com uma folha de papel de alumínio.

Quando estiverem cozidos (teste do palito no centro bolo), retirar do forno e deixar arrefecer um pouco antes de desenformar.

* Para fazer o buttermilk, utilizei 350ml de leite e 2 colheres de sopa de sumo de limão. Misturar bem o leite com o sumo de limão, deixar repousar à temperatura ambiente por 15 minutos, até talhar.

Esta receita pertence à Andreia do blog Baunilha e Caramelo, do qual já fiz talvez 50% das receitas. Sem dúvida a minha grande inspiração desde 2009, altura em que comecei a dedicar-me à cozinha!

Beijinhos,
Neuza

10 de abril de 2015

Quarto para 3 meninas

Adoro as caminhas todas diferentes e os quadros (de preferência personalizados) por cima de cama cama.
E porque a casa dos avós é sempre um lugar especial, esta pode ser uma sugestão para os avós darem uso a uma sala fechada, para para mimarem os netinhos e os manterem por perto :)
Desde nova que o meu sonho é ter 3 filhos.
Quando a minha filha nasceu fiquei cheia de vontade de voltar a engravidar a curto prazo.
Depois veio algumas situações de saúde que me levaram a esperar, juntando à questão técnica da coisa, que mãe que trabalha fora, que tens os filhos e a casa para cuidar compreende...
Mas a grande vontade continua cá.
E quando vejo um quartinho assim, só me dá vontade de Felicitar todas as mães guerreiras que conseguem ter 3 filhos num curto espaço de tempo...
É trabalhoso, mas deve ser LINDO!

Beijinhos,
Neuza

8 de abril de 2015

Bolo fresco com cobertura de framboesas e coco

Quem me conhece sabe que eu já tenho um gosto especial em fazer bolos, 
mas tenho sido completamente contagiada por uma amiga que está do outro lado do oceano...

A minha amiga sugeriu que eu fizesse um bolo simples e fofo.
Eu fiz um bolo de iogurte de coco, mas na próxima farei o
que é mais fofo e leve o que conjuga melhor com a cobertura.

Cobertura:
Bater as natas com açúcar até obter chantilly.
Fazer um pouco de compota de framboesa com as framboesas frescas, açúcar e uma casquinha de limão.
Forrar o bolo com o chantilly, regar com a compota, decorar com framboesas e salpicar com coco ralado.

Guardar no frigorífico para ficar bem fresquinho.


E depois de tanto doce, é dar corda às sapatilhas e continuar as caminhadas!
Beijinhos,
Neuza