Feliz ano 2017

Feliz ano 2017

26 de julho de 2014

23 de julho de 2014

Os dias correm depressa, muito depressa na minha vida.
Ou melhor, eu é que ando sempre a correr, sempre com o tempo contado, por vezes o pedal do acelerador pesado, pequenas tarefas e planos furados, mas todos os dias há tempo para o mais importante da minha vida:
Mimos, olhares ternos, sorrisos mútuos, abraços, conversas, cantigas, brincadeiras, cócegas, beijinhos gostosos...
Sim, tudo isto eu recebo diariamente da minha FILHA!
Sou uma mãe muito mimada!
Ela cuida muito bem de mim!
Está maravilhosa!
Que sorte...
Neuza

21 de julho de 2014

Banquinhos personalizados :: Personalized step stools

As crianças crescem, começam a fazer as suas tarefas sozinhas, 
mas em casa nem tudo está preparado para a sua altura. 
Foi a pensar nisto e em aliviar as minhas costas que construí banquinhos para a minha filha se sentar na sanita, sentar no bidé, subir para a cama, "ajudar-me" na cozinha, sentar-se e contar histórias aos bonecos...
Construí alguns a mais para ter disponíveis.

E o primeiro banquinho personalizado vai para a Alice que fez 2 aninhos.

 A filhota adorou e já pediu para pintar os dela!

Lembro que faço trabalhos personalizados.
Beijinhos,
Neuza

19 de julho de 2014

Banquinhos para criança :: Step stools for children

 Tenho novidades...
Com as constantes dores de coluna e uma filhota de 2 anos e meio grande e pesada, 
tive de tomar uma atitude:

Banquinhos para tudo.
Na sanita, no bidé, na cozinha, junto à cama...
As minhas amigas riem-se pois eu até tenho um banquinho plástico sempre no carro aos pés da filhota, e ela para entrar e sair usa-o quase sempre. (para quem tem carros mais altos é excelente)
Para quem está grávida também é uma excelente ideia, para não fazer tantos esforços.

Durante a semana mostro o 1º banquinho personalizado.
Bom fim de semana,
Neuza

16 de julho de 2014

Dica para a construção da lavandaria

Ontem foi dia de colocar toda a roupa suja em ordem...
Abri a água do mini tanque ao lado das máquinas para lavar umas peças de roupa à mão... 
Distraidamente fui fazer outra coisa, como estender roupa na rua... 
quando entrei em casa e ouvi água a correr apanhei um enorme susto... 
Soltei um "Ahhh"... a lavandaria cheia de água... 
Fiquei imóvel durante uns segundos a pensar no trabalhão que se seguia.... 
Mas felizmente, foi rápido enquanto o susto passou... 
Lembrei-me do ralo... afastei a toalha espalhada no chão que o tapava e foi só esperar... 
Afinal quando construí a minha casa pensei em quase tudo. 
Foi mesmo só esperar que a água conduzida pela inclinação do chão desaparecesse pelo ralo central, e abrir a janela para ajudar a secar o chão. 
Mais nada!
É uma inclinação que pouco se nota, não causa transtorno nenhum no dia a dia e nestes casos é milagrosa!
Devido à inclinação a água nem chegou a tocar na porta de madeira.

Já o ralo podia ser mais bonito, podia, mas este não quebra e não enferruja. 
Por vezes a prática tem de ser preferível à estética!


Fica a dica para quem está a projectar ou construir casa!
Beijinho,
Neuza

10 de julho de 2014

Mini Muffins de cereja fresca

 Esta receita fez sucesso!
É absolutamente maravilhosa!
Ingredientes:
- ½ chávena de manteiga ou margarina
- 2 ovos
- 1 chávena de açúcar
- 1 colher (chá) de baunilha
- 1/3 colher (chá) de sal
- ½ chávena de leite
- 1-1/2 chávena de farinha de trigo peneirada com
- 1 colher (chá) de fermento em pó
- raspas de limão (opcional)
- cerejas maduras
Preparação:
Na batedeira, bate em creme os ovos, manteiga, açúcar, baunilha e o sal.

Alterna a farinha de trigo peneirada com o fermento, e o leite.

Bate somente até misturar. Opcionalmente, acrescenta as raspas de limão. Reserve.

Liga o forno em 170°.

Retira o caroço às cerejas e corta-a em 4 ou como preferires.

Coloca a massa na forma, coloca por cima uma boa quantidade de pedaços de cereja.

Vai ao forno cerca de 20 minutos. 

Polvilha com açúcar baunilhado em pó e delicia-te!
Descobri esta receita AQUI no blog da Helena Gasparetto do qual fiquei fã!

Simples, rápido e maravilhoso! 
Tens de fazer esta receita!
Beijinhos,
Neuza

8 de julho de 2014

Tapete para hall

Ontem tive oportunidade de passar pelo Lidl... :) Coisa que adoro :)
Quem diria que ia encontrar um tapete que tanta falta me faz nos dias de chuva e que ficasse tão bem no meu hall dentro dos tons cinzas. Fica bem, não fica?
Mais tapetes AQUI. Passa lá hoje, pode ainda haver alguns!
Beijinhos,
Neuza

5 de julho de 2014

Muffins de lavanda :: Lavender Muffins

Gosto de presentear a minha irmã com mimos de lavanda, sei que ela adora!
O ano passado, após o nascimento do meu sobrinho, levei um bolo de lavanda à recém-mamã.
Este ano ela pediu-me para adicionar uma calda ao bolo, e assim o fiz.
Muffins de lavanda
Ingredientes:
180 ml de leite;
3 colheres de sopa de lavanda fresca picada
200 gr de açúcar
6 colheres de sopa de manteiga amolecida
2 ovos
250gr de farinha
fermento
1/4 colher de chá de sal.

Triturar as flores de lavanda na picadora;
Numa panela pequena, misturar o leite e a lavanda e aquecer até o leite começar a ferver
Deixar arrefecer;
Ligar o forno 1 160ºC
Bater o açúcar e a manteiga;
Adicionar os ovos , uma um sempre a bater a mistura até formar um creme liso;
à parte peneirar a farinha e misturá-la com o fermento e o sal;
Sem deixar de bater, adicionar ao creme de açúcar, alternadamente a mistura da farinha e o leite com lavanda;
Envolver bem e deitar nas formas preparadas com papel vegetal;
Levar ao forno por aproximadamente 40 minutos ou teste do palito.
Não convém a massa ficar muito cozida!
Prontos para ir ao forno:
Acabadinhos de sair:
Calda para o bolo:
Ingredientes:
20 colheres de leite;
5 colheres de açúcar;
3 colheres de flores de lavanda inteiras;
1 colher de chá de raspa de limão.

Colocar todos os ingredientes num pequeno tacho, levar ao lume a ferver durante 3 minutos.
Aguardar que arrefeça um pouco.
Regar os muffins.
Enfeitar com açúcar baunilhado em pó.
Não é o bolo que agrade a todas as pessoas, mas na família já somos 3 grandes fãs, todas meninas :)

Em breve cá estarei com mais novidades em tons de lilás...
Bom fim de semana.
Neuza

3 de julho de 2014

Calda de lavanda / alfazema

Este ano, estou a cumprir um objectivo, aproveitar melhor as minhas lavandas.
O ano passado custava-me cortá-las, ficam tão lindas que dava pena.
Este ano estão mais intensas, e para além disso ainda tenho muitas a abrir... 
Vai ser uma colheita longa de pelo menos 3 meses.

E seguem-se algumas dicas para o que fazer com estas perfumadas flores:

Atenção: Só para amantes de lavanda :)
Calda de lavanda:

Para 4 garrafas pequenas (de 2,5 dl cada)

  • 1 litro de água
  • 2 chávenas de açúcar
  • 1/2 chávena de flores de lavanda fresca ou 2 colheres de sopa de flores de lavanda secas  (compradas na farmácia)
Tempo de preparação: cerca de 20 minutos (mais o tempo de cozedura e maturação)
Validade: cerca de 3 meses

Leve uma panela ao lume com 1 litro de água e o açúcar.
Depois de começar a ferver, mantém em lume médio durante 10 minutos, mexendo sempre até o açúcar se começar a dissolver e engrossar.
Retirar do lume, introduzir as flores de lavanda, tapar e deixar repousar durante a noite num local fresco.
No dia seguinte, colocar um pouco de gaze (ou filtro de café) num funil e encher os frascos esterilizados.
Fechar bem e guardar num local fresco e escuro.

Sugestões:
Esta calda confere às saladas de frutas um aroma exótico e faz do Crémant seco um aperitivo irresistível.

Eu já ofereci como presente de aniversário!
Beijinhos.
Neuza


2 de julho de 2014

As memórias dos meus avós na minha infância...

Ás vezes, algumas pessoas perguntam-me porque eu não paro...

Já descobri que se parar de fazer o que gosto, mesmo quando tenho algumas dores, desanimo. Fico ainda pior!
Porque sou uma criativa, gosto de criar, pintar, por as mãos na terra, tratar dos meus animais.
Gosto de ter a casa cuidada... Gosto de bordar...
Mas dadas algumas limitações físicas que tenho sentido, tenho pensado muito no assunto... e chego à conclusão que tenho esta garra não só por mim... É pela minha FILHA também!
Gostava que ela tivesse metade pelo menos, das boas recordações que eu tenho da minha infância, as memórias das experiências que os meus avós me proporcionaram.
E elas são muitas, pelas quais fico muitas vezes a suspirar com um grande sorriso e uma grande saudade...
Colheita do fim de tardede domingo com a filhota, enquanto o marido fresava o terreno.
Vivi até aos 8 anos com os meus pais em casa dos meus avós maternos.
Os meus pais trabalhavam muito e felizmente eu tive mais um pai e uma mãe cheios de paciência para mim.
Adorava dormir no quarto dos meus avós. Uma caminha aos pés da cama deles. Numa parte da casa com menos condições, mas carregada de amor!
Antes de irmos para o quarto, sentava-me entre o meu avô e a minha avó. Ela de carrapito de trança no alto da cabeça, baixava e levantava a cabeça, ora dava uma olhadela na televisão por cima dos óculos, colocados na ponta do nariz, ora olhava para o seu trabalho de mãos, num frenesim entre agulhas e linhas... fazia obras de arte, as quais na altura me eram indiferentes. O meu querido e falecido avó materno, o qual eu amei muito, ensinava-me a jogar cartas, em cima de um velho tabuleiro metálico ilustrado com uma natureza morta.
Adorava contar-me a história de Portugal, sabia o nome de todos os Reis, sabia a história de cada um... Ensinava-me o nome dos rios, onde nasciam... Gostava muito de falar... O meu querido avô H., tanto que eu o adorava. Levava-me com ele para a horta. Passávamos os dois lá as tardes. Eu tomava umas banhocas num tanque de nascente fresquinho cheio de plantas, que cobriam uma rocha alta... Sítio lindo! Mas do que eu tenho tanta saudade é da forma como ele cuidava das suas hortas. Regava à maneira antiga, com regos entre cada fila de plantação e com um rego transversal que abria e fechava "comporta" com um montinho de terra que arrastava com a sua enxada. E eu adorava fazê-lo com as minhas pequenas mãos. Cuidava da terra como ninguém. Acho que a minha "mania" de ter a casa limpa e arrumada é idêntica à "mania" que ele tinha em manter os seus terrenos maravilhosamente amanhados e cuidados.
Talvez seja por estas boas recordações que eu tenho um fascínio tão grande por hortas, terrenos cuidados e tenho tanta saudade deste tipo de rega.  Era mais ou menos isto que esta imagem apresenta:
http://terramanhada.blogspot.pt/
Rio-me muitas vezes ao lembrar-me deste episódio... Fui com o meu avô H. comprar azeite a um lagar na aldeia vizinha, na carroça puxados pela velha burra branca. O meu avô fazia uns estalinhos com a língua que eu tentava imitar e dizia "Arre burra"... E eu para ajudar, peguei no chapéu de chuva e dei na pobre coitada da burra, até que a pega do chapéu saltou para o chão... Com aquela paciência dele, saiu da carroça e apanhou a pega do chapéu e seguimos viagem.
Tenho saudades de ver o meu avó sentado no banco comprido e baixo, de cor azul muito sumida, a fazer a barba com um pincel antigo e uma bacia velha... adorava estar ajoelhada perto dele quando fazia a barba... ele ia rindo e contando as suas coisinhas... Lembro-me das suas pernas magrinhas pintadas de cor de vinho quando pisava as uvas no lagar. Meu querido avô, que enriqueceste a minha vida com tanto amor, histórias, cheiros que me deixam tantas saudades...
A minha avozinha L., que ainda hoje me faz o almoço quase todos os dias, foi como uma mãe a minha vida inteira... Cozia pão e ainda quentinho barrava-o com azeite e açúcar amarelo, juntava as netas numa alegria, a comer tal maravilha. Torrava farinha e fazia papa de farinha torrada com uma casquinha de limão. Um sabor inesquecível na minha memória... fazia o melhor salame de chocolate, assava frango ao Domingo... Faz ainda um prato de misturadas maravilhoso. Todos os anos fazia mais que um fato de Carnaval diferente. Vestiu-me de cozinheiro, de Minie, de palhaço, de Emília do Sítio do picapau amarelo... Vestiu-me de noivo e à minha irmã de noiva... entre tantos enfeites que já não me recordo. Fez-me malas, roupas, chapéus... Fazia para mim e para as minhas bonecas. Íamos todos os anos apanhar a espiga na Quinta feira de Ascenção... apanhávamos caracóis para vender... Ensinou-me a bordar ponto pé de flor, ponto grelhão, ponto cadeira. Ficou felicíssima quando soube que eu consegui aprender outros pontos que ela desconhecia... Não consigo contar todas as coisas maravilhosas que me fez... e apesar de estar viva, tenho já muitas saudades dos tempos que passámos juntas e das coisas que aprendi e vivi com ela. Dela vou recordar com saudades os sabores e muito mais. Vou guardar os trabalhos maravilhosos feitos com linhas pelas suas mãos. Ela, esta mulher da minha vida, ainda hoje faz tudo para sermos felizes. Era e é de uma dedicação enorme! É uma mulher dona de uma criatividade enorme... por vezes pergunto-me como tem tanta imaginação para as artes sem recurso a inspiração em revistas, na internet... Com os meus avós aprendi a gostar tanto de animais... Ia com o meu avó tratar da burra, com a minha avó tratava das galinhas, dos porcos... Ainda hoje a minha tia tem galinhas no espaço que outrora eu visitava quase diariamente e ninguém imagina como gosto de o visitar. se o digo à minha rica prima M. ainda é capaz de gozar comigo e dar uma boa gargalhada ;)

Os meus avós paternos, apesar de passar menos tempo com eles, deixaram recordações muito boas...
A minha avó A. já falecida, fazia-me um chocolate quente, numa velha cafeteira, dentro da fornalha, ao lume... Ainda me lembro do sabor e do bem que me sabia...  Lembro-me da embalagem amarela do chocolate. Sentavamo-nos numa velha mesinha de madeira verde ou azul, com gavetinhas por baixo e com uma toalha de plástico em bico... Dormia em casa dela sempre que havia bailes e noites de Carnaval... adorava festas... ao fim da noite íamos para casa embrulhadas num xaile e dormia-mos na sua cama... o meu avô A. cedia-me o seu lugar, afinal, apesar de simples, era o melhor quarto da casa, e passava a noite num velho divã de palha. Era eu quem apagava o candeeiro tapado com uma folha de jornal, para diminuir a intensidade da luz. Corria o seu estreito quintal de baixo a cima atrás dos seus gatos... espreitava o pequeno curral da burra, espreitava para o quintal das vizinhas... O meu avô A. secava casca de pêssego ao sol para eu comer, e que bom que era. Dava-me uma moeda para comprar amendoins... Fazia versos e cantigas que cantava para mim antes de as apresentar às pessoas da aldeia. Tocava clarinete. Era e ainda é um homem alegre e bem disposto apesar das limitações da idade e da saúde. Tem um ar sempre jovial, é impressionante.

Vou concerteza lembrar-me de muitas mais recordações e virei juntar à lista...

Chego à conclusão que tenho muito dos meus avós... herdado geneticamente ou simplesmente por ensinamentos, tenho mesmo muito deles na minha pessoa!

Bem, mas comecei este texto com:
"Gostava que ela tivesse metade pelo menos, das boas recordações que eu tenho da minha infância, as memórias das experiências que os meus avós me proporcionaram."

A minha filha tem a sorte de ter avós que são doidos por ela. E ela é completamente apaixonada por eles! Fala em todos eles, todos os dias sem excepção. Vai guardar muitas e muitas recordações e vai mesmo pois todos eles tem muito para lhe dar. Felizmente todas as semanas, consegue estar com todos! Viver isoladamente o seu bocadinho com cada um para tirar o máximo partido desse bocado de tempo maravilhoso para ela! Mas são avós que têm uma vida moderna... Não podem neste momento mostrar-lhe como se cultiva a terra, como se trata de um animal, fazer bolos com ela... e é para isso que eu sinto que cá estou :) Vou mostrar-lhe e fazer-lhe o que os meus avós me fizeram a mim e que deixou tanta recordação :)

Beijos.